coringa

quarta-feira, 5 de maio de 2010

ficava e deixa.


Que belo presente o amor me deu.
Era um pássaro voando, ai vou eu.
Ao despertar com teu nascer, sol. Vou indo pra ela dizer, que de nada ia adiantar querer parecer doce e meiga, se os teus braços não acalentam a minha amarga solidão.
Fico escondido atrás de ti, lua. A sua sombra é o meu esconderijo.
Não tenho gana de vencer, mas continuo a crer que o prazer de viver, é ser feliz. Assim você me diz com minhas palavras as suas. Na minha mão você tocou, no meu silêncio você falou.
Agora quem ouve o seu sonar de imensidão é o meu coração.
Não dói deixar-te a espera, nem ao menos te desejei como quisera. Ficou assim tudo desmedido, era o inicio e o fim do meu pedido. Me larga, me deixa eu não sou tão bom pra mim.
Quem me dera poder descobrir todo ouro que com partilhei, o segredo ficou guardado onde não vi. O que não é nosso é de outro por contrato, deixe bem assinado em verso branco e passado.
Não quero tua desilusão, se te resta amor me venda tua compaixão. Tua face a minha refletida na retina do sossego de quem foi e logo voltou. A passagem era barata, a hospedagem era de temporada. Entretanto meu preço é pela solidão, cuidar de mim fica quase que obrigação, juízo louco de sentir aos poucos o amargo doce veneno.




autor Alisson teruyoshi toma

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