A minha resposta depende do que queremos fazer. Acho cada vez mais os desafios que estão postos para a humanidade- é aquilo que eu chamo do exercício da política, do exercício da gestão pública em coautoria- são sempre um dividir de responsabilidades. Quando você passa por um processo como esse, o que você vai fazer depende muito do acordo social que sai das urnas. e o que estou propondo como termo de referência é a sustentabilidade social, ambiental, culutral, política e ética, para produzirmos uma economia do século 21, baseada nos valores do século 21, orientados sobre a nova visão que se deve ter do mundo. Até há bem pouco tempo, se achava que os recursos naturais eram infinitos, que o desenvolvimento era linear. Hoje, sabemos tecnicamente e cientificamente que não é assim, e mudando a realidade que nós temos hoje é a que vai nos exigir cada vez mais de nós. É uma nova forma de relação dos homens uns com os outros, dos homens consigo mesmo e dos homens com a natureza. Esse Brasil que queremos para o século 21 é aquele capaz de inegrar as conquistas que já temos, os avanços ecônomicos, sociais, e transitar para os novos desafios do século 21. O Brasil é hoje o país que reúne as melhores condições de fazer esse trânsito, porque tem uma base de recursos incomparavelmente maior do qualquer outro , e uma base de conhecimentos, de tecnologia razoável. E é possível iniciar, no século 21, o mesmo processo que os Estados Unidos da América fizeram no século passado. E junto aos países de cultura milenar, entre num processo e se tornar mais desenvolvido até do que os os países de cultura milenar. O Brasil pode dar esse passo se tiver a visão, o processo certo e se criar as estruturas para viabilizar isso.
Marina Silva

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